8 de outubro de 2010

A lida...

Drummond não me disse todos os sentimentos do mundo,
mas os tinha
como eu os tenho...
Machado tampouco analisou meus olhos de cigana oblíqua e dissimulada,
mas deixou-me esse legado...
Vinícius falou do amor que eu queria: regado à fidelidade...
Clarice ensinou-me que nem sempre é a hora da estrela...
Cecília Meireles deu-me motivos, porque o instante está aí...
As palavras bailam,
os poetas dançam
Mario sabe que o verdadeiro amar é transitivo...
Buscam-se complementos... pares, ímpares, únicos...
Arquitetam-se formas de manipular os sonhos,
feitos severinos na vida construída por João Cabral...
Fugimos todos
O horizonte é mais...
Naus anunciam que há mares nunca navegados...
Leva-me por suas letras, Camões!
Esqueça-me n’alguma ilha...
Quem sabe Alencar me acerte a flecha ao peito?
E eu acorde do delírio
de desejar que a pena não pare
de deslizar pela minha alma,
retratando mundos de Pessoa,
múltiplos em mim...
Os poetas sabem do que digo...
Delicioso banquete nos servimos
ao sorvermo-nos das inspirações que vêm de lá....
De lá do sopro do mundo...
E do verso fez-se tudo...
Ah...esse mundo é mesmo vasto!!!!!

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