29 de outubro de 2012




Em contornos leves
através de passos lentos
desenhei sua chegada
Tão leve, que nem percebeu...
( desejei ser brisa, não tornado... errei? )
Esperei seu tempo
Talhando instantes seus em mim
Você estava
mas não era...
Leve era eu
que me permitia ir
sem nada pesar
Apesar de...


Abri inteiramente a porta...
Pensei: “chega de receios”
Entrei...
E a porta da entrada
era a mesma da saída
Histórias...
Quantas lições são necessárias
até que se encontre a porta-medida certa?

19 de outubro de 2012





Quando nenhuma palavra pode traduzir,
quando nenhuma tradução consegue externar,
resta a silenciosa observação de si mesmo...
dependurando diante da memória,
outra vez
todos os sinais vitais
de enganos
tropeços
desilusões...
balançando débeis diante do olhar turvo pelas lágrimas
feito roupas no varal
E fica-se ali
horas a fio
anos afio
vidas a fio
desfiando os mesmos nós
amargos
(Pra que?? Pra que??)
debruçar-se sobre o que não se entende
questionar o que não se responde
é remendar o que não tem conserto...