Correu até a margem de si mesma e olhou em torno... não
havia limite... margem e limite não são a mesma coisa... Na margem de si, o
ilimitado poder da coragem e da observação. Ainda não... ainda não...
escorou-se nas esquinas de seus ombros pesados e respirou, analisando o que
fazer... nada. Então... gritou. E aprendeu que é estando no limite de sua
margem que a esperança grita de volta: Espera! Espera! Espera!
Ecos batem asas e levantam voos por toda parte... e partem e
lhe parte o coração imaginar-se fraca. Agarrou-se ao eco, e partiu de volta.
Dentro de si, havia ainda inúmeras margens a serem exploradas e ecos a
esvoaçarem suas asas plenas de alma em crescimento. Definitivamente, nada há de
definitivo na margem, e o limite é, tão somente, o impulso para ir além... e
voltar-se a si é ir além... muito além. É sempre no caminho de volta que a
bagagem vem mais completa...